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Balanço patrimonial: o que é, para que serve e como fazer?

Balanço patrimonial: o que é, para que serve e como fazer?

Se você já abriu uma empresa ou liderou um negócio, certamente já ouviu falar do balanço patrimonial.

O balanço patrimonial, mais do que uma burocracia contábil, é um importante levantamento que auxilia empresas de todos os tamanhos na tomada de decisões sobre investimentos e práticas financeiras.

E por isso, se você é um empreendedor e/ou gestor de uma empresa, é extremamente importante entender tudo sobre balanço patrimonial.

Se este assunto te chamou a atenção, continue essa leitura e saiba mais sobre esta importante ferramenta de gestão!

O que é o balanço patrimonial?

O balanço patrimonial é uma ferramenta imprescindível para a melhor gestão financeira de um negócio.

Trata-se de um relatório contábil que elenca todos os bens e fontes de recursos (ativos), bem como dívidas, direitos e obrigações (passivos) da empresa, mostrando a situação contábil e financeira da organização. Assim como o próprio nome diz, este documento procura verificar o equilíbrio (balanço) entre o que a empresa tem e o que ela deve.

O balanço patrimonial mostra a posição patrimonial e financeira da empresa de forma qualitativa e quantitativa em um determinado período de tempo. Este documento atualmente é considerado um dos relatórios mais importantes sobre o cenário contábil e econômico de um negócio.

É importante ressaltar que no Brasil o balanço patrimonial é obrigatório (exigido por lei), exceto para empresas optante pelo Simples Nacional, ao fim de cada exercício social, também conhecido como período administrativo ou ainda período contábil.

Qual o objetivo do balanço patrimonial?

Sendo considerado uma das principais declarações financeiras, o balanço patrimonial é obrigação prevista pelo Código Civil para grande parte das empresas, conforme mencionado anteriormente. Por isso, deve ser feito de maneira rigorosa e precisa, com o objetivo de obter um controle patrimonial eficiente.

Mesmo para aquelas empresas as quais o balanço patrimonial não é exigido por lei, é importante ressaltar que ele ajuda a enxergar com mais clareza, precisão e transparência a situação financeira do negócio, garantindo melhores condições para o gerenciamento da companhia.

O balanço patrimonial não se resume em um documento que mostra a saúde financeira do negócio. Este relatório fornece também informações para calcular as taxas de retorno dos investidores, bem como avaliar a qualidade de capital da empresa.

Ao usar o balanço patrimonial de forma isolada ou em conjunto com outros relatórios é possível realizar análises aprofundadas sobre a gestão financeira, o direcionamento estratégico e a definição de metas do negócio.

Com um balanço patrimonial bem elaborado, a empresa e seus gestores tem em mãos um desenho minucioso do que possui, do que deve e o valor que foi investido por acionistas/sócios.

De forma mais clara, podemos dizer que o balanço patrimonial servirá para:

  • Analisar o comportamento financeiro do negócio;
  • Entender o caminho dos recursos financeiros da empresa;
  • Ser usado como base para a formulação do planejamento estratégico;
  • Ajudar na estruturação do planejamento tributário, apontando tributos pagos e formas de reduzi-los;
  • Tomar decisões financeiras mais assertivas;
  • Explicar dados financeiros e contábeis a possíveis investidores.

Qual a estrutura de um balanço patrimonial?

Agora você já sabe o que é um balanço patrimonial e a importância dele para gestão do negócio. Mas quais são as informações que fazem parte deste importante relatório e como elas devem ser estruturadas?

Como se trata de um documento exigido pela legislação, exceto no caso de empresas optantes pelo Simples Nacional, existe um acordo sobre as principais informações que devem constar no relatório. As principais informações que fazem parte de um balanço patrimonial são: os ativos, os passivos e o patrimônio líquido.

Ativos

Os ativos são também conhecidos como bens, direitos, recursos e o dinheiro em caixa. É tudo que possa gerar um valor econômico, por exemplo, maquinários, veículos, móveis, equipamentos, estoques, contas a receber, entre outros.

Os ativos ainda são subdivididos em:

  • Ativo circulante: são valores para operações em curto prazo (menos de doze meses). Por exemplo: dinheiro em caixa, aplicações financeiras, contas a receber, estoques, despesas antecipadas, tributos a receber;
  • Ativo não-circulante: ao contrário dos ativos circulantes, os não-circulantes precisando de um período maior que doze meses para transformá-los em dinheiro. São por exemplo: cotas societárias, imóveis, terrenos, móveis, veículos, maquinários, entre outros.

Passivos

Os passivos são o contrário dos ativos, ou seja, são as despesas, obrigações e dívidas de uma empresa. Aqui são considerados salários de funcionários, pagamentos de contas mensais, tributos e impostos, entre outros.

Os passivos também são divididos em duas categorias:

  • Passivo circulante: são todas as obrigações com vencimento em um período menor do que doze meses. Sendo assim, podemos incluir os salários dos funcionários, as obrigações trabalhistas e sociais, acordos com fornecedores, tributos e impostos, empréstimos e financiamentos pagos mensalmente, entre outros;
  • Passivo não-circulante: assim como o ativo não-circulante, também se refere às obrigações com vencimento maior do que um ano. São exemplos empréstimos a longo prazo, financiamentos, garantias de aporte e etcs.

Patrimônio Líquido

O patrimônio líquido de uma empresa é composto basicamente pelo investimento inicial somado aos lucros reinvestidos na empresa. Resumindo, é a soma de todos os recursos próprios da empresa e indica o retorno financeiro que sócios e acionistas obtiveram com o negócio ao final de determinado período.

Para se chegar ao resultado são considerados os valores investidos pelos sócios, o capital social, reservas de lucros, prejuízos acumulados, entre outros. Se o valor de ativo é maior que o passivo, essa diferença é dividida entre os sócios como patrimônio líquido.

Quando o balanço patrimonial deve ser feito?

O balanço patrimonial deve ser feito ao final de cada exercício social, ou seja, após completar o ciclo de doze meses, de janeiro a dezembro. Normalmente ele é produzido no fim do ano, pouco antes de finalizar o exercício, para que seja apresentado no começo do ano seguinte.

De modo geral, o balanço patrimonial costuma ser elaborado a cada doze meses, mas nada impede que ele seja feito em um intervalo de tempo menor para que seja usado como ferramenta estratégica para definição de objetivos ou ainda, para ajudar na avaliação de metas já estabelecidas.

Como foi dito anteriormente, além de um relatório contábil que fala sobre a saúde financeira de uma empresa, o balanço patrimonial é um importante aliado para tomada de decisões e para a gestão do negócio.

Esperamos que esta leitura tenha ajudado a entender um pouco mais sobre o que é o balanço patrimonial e como ele pode ajudar na gestão dos seus negócios.

Se precisar de ajuda com sua contabilidade, conte com a Jotagê! Até a próxima leitura!

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